A família, no mundo todo, vem sendo hostilizada, humilhada, em nome da “liberdade” (libertinagem?), do “direito de agir” (egocentrismo?), das “leis em favor (?) do povo”. No Brasil não é diferente: após a aprovação da Lei do Divórcio, na calada da noite no Congresso, agora se aprova a rapidez no processo de separação e divórcio “para que os separados não fiquem traumatizados com a situação”, como disse em entrevista um dos congressistas.
Embora também aleguem pensar nos direitos dos filhos (resolução rápida para saber com quem fica a guarda), reflitamos: não são os filhos quem mais sofrem com a separação? Será que está sendo respeitado o direito da criança?
A Semana da Família, celebrada de 08 a 15 de agosto – na Diocese de Jundiaí, de 21 a 28 de agosto -, refletirá uma frase do Papa Bento XVI: “Família, formadora dos valores humanos e cristãos”. Esses valores que continuam vivos na Igreja parecem “desatualizados” na sociedade, chamados de retrógados por alguns liberalistas. Sugiro a reflexão de uma frase repetida várias vezes por dia na programação da Jovem Pan: “A Família é o berço de tudo”.
Não apenas no Dia dos Pais (hoje muito mais comercial que comemorativo), mas durante o mês vocacional, meditemos como anda a nossa vocação de pais, de esposos, de filhos. Não apenas como Igreja, mas também como sociedade. Se resgatarmos os valores humanos e cristãos, lamentaremos muito menos a violência, o consumo de drogas, a liberalidade sexual, os conflitos éticos e religiosos. Mesmo a disputa religiosa nas famílias, hoje dividida no seguimento, que provoca conflito de interesses religiosos ou sectários.
O Matrimônio é Sacramento de Serviço, onde os cônjuges se propõem a servir no Amor e pelo Amor. A doação leva a viver plenamente a Vocação. Assim sendo, promove outra Vocação de Serviço: o Sacramento da Ordem. É na família que surgem as vocações diaconal e presbiteral, bem como para a Vida Consagrada e Religiosa. A sociedade parece impor às famílias o “não” à vida consagrada. É preciso estimular os que se sentem chamados a servir a Deus a seguirem sua vocação.
O Presbítero, como Padre, “pai” de uma Comunidade, embora abdique da presença de sua família para servir outras famílias, deve ser acolhido na comunidade para uma vida em família. Contribui para o crescimento da Comunidade o fato de ter o Padre como membro da família. Às vezes há distanciamento por timidez ou certa retração do Padre, bem como pelo fato de que para alguns paroquianos o Padre é uma figura distante, vista apenas no Altar ou no Confessionário.
A família contribui também para a Vocação Diaconal Permanente. O Diácono Permanente, na maioria das vezes casado e pai de filhos, testemunha a família na Igreja e testemunha a Igreja na família. A vocação diaconal nasce na Comunidade, contribui para o crescimento da Igreja/Família. O Diácono serve aos pobres, celebra a Palavra. Embora desconhecido para alguns (ainda se pergunta se Diácono é Padre ou Acólito), o Diácono é muito importante para a comunidade.
Vocação Matrimonial, Vocação Matrimonial e Vocação Diaconal são Vocações de Serviço. Rezemos pelas famílias, pelos padres e diáconos para que sejam transformadores da sociedade. Dia 4 de agosto, dia de São João Maria Vianney, Dia do Padre. Dia 08 de agosto, Dia dos Pais, Semana da Família. Dia 10 de agosto, Dia de São Lourenço, Dia do Diácono.