O ministério diaconal se reveste da multiplicidade de ações que podem ser levadas à efeito pelos diáconos permanentes, conforme os carismas e dons de cada um. Na primeira Carta aos Tessalonicenses (5, 16-22) o Apóstolo exorta (e corrige): “Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, daí graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo: abraçai o que é bom. Guardai-vos de toda a espécie de mal.”
Dentro dessa multiplicidade de opções para o exercício diaconal, destaque-se a Dimensão da Caridade e as diversas pastorais sociais, lugar e meio para defender a vida. Uns tem o carisma de visitar e confortar os enfermos; outros, evangelizar e confortar os encarcerados; outros ainda, o carisma com as crianças, com os jovens e adolescentes, com os idosos, com os dependentes químicos, com as pessoas com deficiência, com a família, com a educação. Enfim, é vasto o campo de atuação do diácono permanente, como clérigo no meio do povo, em todos os ambientes.
A preocupação da Comissão Nacional dos Diáconos e das Comissões Regionais – CRDs - é exortar os diáconos a viver a plenitude do diaconado nas três dimensões: Liturgia, Palavra e Caridade. Quando há uma preocupação exagerada com a Liturgia ou com a Palavra, em detrimento da Caridade, com certeza virão as cobranças, os questionamentos por parte dos Bispos e Presbíteros e da própria comunidade. O que se espera do diácono permanente é o testemunho na vida familiar, na comunidade, no mundo do trabalho. Cuidados também com o “sacramentalismo”, que enfraquece o próprio ministério. Tudo ocorre à seu tempo, conforme os acontecimentos.
Às vezes, não concordamos com as correções (que nem sempre são fraternas, convenhamos). Ainda é o apóstolo quem nos exorta (e corrige): “Suplicamo-vos, irmãos, que reconheçais aqueles que àrduamente trabalham entre vós para dirigir-vos no Senhor e vos admoestar. Tende para com eles singular amor, em vista do cargo que exercem.” (1Ts 5, 12-13)
A missionariedade do ministério diaconal deve estar em evidência. Embora não pareça, pelas estruturas de dioceses e paróquias, todo lugar é “terra de missão”. A Pastoral Urbana é necessidade urgente. O crescimento desenfreado das cidades faz aumentar o número de excluídos. As favelas não desaparecem por falta de eficiente política pública. A Igreja muitas vezes, desempenha o papel social (ou de assistência social) que cabe ao Estado. Exercer a missão evangélica é uma coisa: ser assistencialista e exercer o papel que cabe ao Estado, são outras coisas, totalmente diferente.
O diácono é chamado a fazer o discernimento e ser Igreja nesses ambientes. O que desejamos é que as Escolas Diaconais formem diáconos dispostos a exercerem a Caridade. A Teologia, a Liturgia é necessária, os cursos superiores são importantes, porém “a maior delas é a caridade” (1Cor 13, 13b).