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Reflexões sobre o eu

(ser diácono, ser presbítero, quem sou eu)


Grupo dos Diáconos Permanentes

  1. Houve, no grupo, por parte de alguns, uma certa preocupação quanto ao encaminhamento da parte da tarde: estamos nos distanciando do objetivo proposto.
  2. O diálogo no grupo foi encaminhado no sentido de esclarecer, trocar idéias sobre o questionamento.
  3. Idéias principais:
    • A formação humano-afetiva é uma questão recente. É uma realidade necessária, indispensável na formação dos Diáconos Permanentes.
    • A relação atividade profissional e o ministério diaconal, o desafio é viver o próprio eu. Carência na vivência das dimensões: familiar, profissional, ministerial.
    • Questionamento: como ser diácono em determinadas situações profissionais.
    • Trabalhar a dimensão humana, com base, para um desenvolvimento equilibrado das outras dimensões.
    • Que as Escolas possam trabalhar a questão da formação humano-afetiva de maneira mais sistemática. Pista gerais de como operacionar, salvaguardando as peculiaridades regionais, à necessidade apontada.

Grupo dos Presbíteros

  1. Sou padre o tempo inteiro, isto me realiza, porém, sinto que posso fazer outra coisa diferente, além de ser padre, ou posso deixar de ser padre e continuar em busca da realização. Ser padre é uma conseqüência da opção de vida que fiz. Me sinto livre para permanecer ou sair. Meu compromisso é com a minha realização pessoal.
  2. Ser padre é ser instrumento para sentir o amor de Deus, mas se tornar um entrave, eu deixo o ministério.
  3. Ser padre é compromisso forte com Deus, que me leva a igual realização.
  4. Ser padre é estar bem e à serviço do povo. O ministério me realiza quando assumo a luta com o povo.
  5. Um padre realizado comunica realizações.
  6. Quem sou eu padre? Pensando nesta pergunta me vejo padre em diferentes etapas, ou seja, ser padre é ser alguém em transitoriedade em uma realidade efêmera. Esta realidade implica exigências de transformação pessoal. Sou padre quando sou mais Igreja.
  7. Ser padre e ser da Igreja.
  8. Sou padre para o povo e com o povo sou cristão.
  9. A Graça necessita do humano (pelo menos uma pré-disposição).
  10. Jesus demorou 30 anos para ser gente, 3 anos para ser cristão, 3 dias para ser sacerdote.
  11. Ser padre é ser um ser de pulsões e relações.

Grupo dos Candidatos

José Serra Barreto, da diocese de Barra-BA, participa do encontro como observador enviado por seu bispo, para uma possível futura implantação da escola diaconal.

Élson Tirapelli, da diocese de São José do Rio Preto, também está presente como observador, para que possa ser implantada em breve a Escola Diaconal.

Os candidatos da Diocese de Londrina, às vésperas da ordenação (07/10), fizeram uma caminhada onde o ministério do diácono foi sendo compreendido e aprofundado a partir dos documentos papais e da obra do Padre Walter Goeder. Agora porém, há uma grande expectativa em relação à ordenação que se aproxima e ao trabalho a ser realizado pelos diáconos na diocese. A postura é de abertura à Graça.